sábado, 10 de maio de 2014

Polícia Federal vai reforçar investigações contra doleiro preso em São Luís


A força-tarefa de procuradores que atua na Operação Lava-Jato pedirá à direção da Polícia Federal reforço extra para aprofundar as investigações sobre os negócios suspeitos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef com algumas empresas, especialmente com empreiteiras. Os procuradores cogitam a criação de um grupo de até dez delegados, ampliada com peritos, fiscais da Receita e técnicos do próprio Ministério Público. Só assim, na opinião de alguns deles, seria possível esgotar a apuração sobre as movimentações financeiras de Youssef e Paulo Roberto Costa e tocar inquéritos específicos que deverão ser abertos sobre cada empreiteira citada até o momento.

— Todas as empreiteiras vão ter que se explicar — afirmou o procurador Carlos Fernandes, um dos integrantes da força-tarefa destacada para atuar na Operação Lava-Jato.
Para o procurador, não dá para investigar o doleiro, o ex-diretor da Petrobras e algumas empresas de médio porte usadas em movimentações financeiras suspeitas e deixar de fora das análises as empreiteiras que fizeram transações com os investigados. O procurador sustenta ainda que é necessário o reforço da equipe porque o volume de informações recolhidas até o momento é muito expressivo. Só no material apreendido, a polícia tem uma pilha com 80 mil documentos, entre eles 34 celulares de Youssef, para serem analisados. Dessa massa de informação, os procuradores acreditam que vão surgir outros tentáculos da organização de Youssef. A ligação dele com Paulo Roberto seria apenas um "galho de uma árvore bem maior".

Vale questionar se os delegados ajudarão a destrinchar o envolvimento de Youssef com o governo do Maranhão, se bem que Ricardo Murad, em sua "passagem estratégica" de pela secretaria estadual de segurança pública, deve ter tratado de eliminar todas as provas do rombo gigantesco deixado pela parceria.


Nenhum comentário:

Postar um comentário