sexta-feira, 2 de maio de 2014

Racismo e a sociedade do faz de conta



Ninguém é mais honesto que uma criança. Pensando nisso, pesquisadores fizeram um teste com bonecas para descobrir até que ponto o racismo está presente em nossa sociedade. O resultado foi mais assustador do que esperavam.



Após toda a polêmica criada a partir do ato racista contra o jogador do Barcelona, Daniel Alves, e a campanha publicitária criada por Neymar nas redes sociais me parei para pensar um pouco sobre o comportamento racista e os esteriótipos estabelecidos pela sociedade e a mídia diariamente em todo o mundo.

Considero estúpido todo e qualquer atitude descriminatória, mas antes de criticarmos qualquer atitude temos que olharmos para nossas ações diárias e pensarmos na realidade brasileira. Fomos praticamente o último país a declarar independência aos escravos, passamos mais de 100 anos sem ações afirmativas, segregamos negros em favelas, e ano a ano exibimos índices de mortes genocidas entre jovens negros e favelados e, quando resolvemos implementar nossa primeira ação afirmativa, criamos uma comoção nacional de indignados por conta das cotas para negros nas universidades públicas. Enfim, democracia racial só se for na casa do caralho, né?

Discussão racial no Brasil é só quando jogador de futebol é hostilizado em campo. Ai as celebridades surgem para fazer campanha e o Brasil tem a oportunidade de posar como mocinho perante os estrangeiros racistas.


E se você é do tipo que acha que quando isso acontece é um ótimo momento para postar uma foto-frase de Nelson Mandela e iniciar uma discussão para mudar essa porra toda de uma vez, saiba que tem muita gente por aí que acredita que esse é um ótimo momento para faturar… e faturar alto.

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